Os 3 atores mais promissores de Hollywood

Não digo que são os melhores da atualidade, nem de todos os tempos. Mas na atualidade, eles são certamente dos mais promissores. Suas últimas escolhas renderam indicações e prêmios e elogios de crítica e público. Eles vieram da Europa por terem se destacado em produções de lá e agora andam por Hollywood – e eu fico na torcida para que façam escolhas cada vez mais acertadas. Para cada um, escolhi os três filmes em que suas performances mais se destacaram.

3. MICHAEL FASSBENDER 

3. Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, 2009, Quentin Tarantino)

Até então, o único filme hollywoodino em que trabalhara Fassbender havia sido 300 (2006), e mesmo assim, num papel menor. A popularidade de Tarantinto trouxe ao conhecimento do grande público esse ator alemão, que já havia recebido indicações e prêmios por sua performance nos filmes Hunger (2008) e Fish Tank. O filme é um acerto de Tarantino, mas sem muito carisma. Na minha opinião, a sequência inicial é o que o filme tem de melhor; créditos de Tarantino e do sensacional Christopher Waltz.

Fassbender como Ten. Archie Hicox, em Bastardos Inglórios

2. Shame (2001, Steve McQueen)

O filme prometia: o trailer era instigante e a quantidade de indicações a prêmios que Fassbender recebeu por esse filme empolgou o público, de forma geral. O diretor e roteirista McQueen, que já o havia dirigido em Hunger, erra a mão e nos apresenta um roteiro fraco, personagens enfadonhos e falta de ritmo. Fassbender, por outro lado, tira leite de pedra e entrega grande performance, infelizmente, não suficientemente para salvar o filme.

Fassbender como Brandon, em Shame

1. X-Men – Primeira Classe (X-Men – First Class, 2011, Matthew Vaughn)

Gosto de Bryan Singer. Acho Os Suspeitos (The Usual Suspects, 1995) um grande filme, O Aprendiz (Apt Pupil, 1998) muito bom e Operação Valquíria (Valkyrie, 2008) bom. Mas, sinceramente, não gosto muito de seus dois X-Men, X-Men – O Filme (X-Men, 2000) e X-Men 2 (X2, 2002). Confesso, nunca fui fã dos quadrinhos. A única coisa a que tive acesso foram algumas histórias que faziam parte de alguma edição de uma revista do Homem-Aranha lá pelos idos de 2001, 2002, que na época já era publicada aqui no Brasil pela Panini. Eu colecionava porque era fã de Homem-Aranha, e acabava lendo porque estava lá. Mas nunca me envolvi com a história dos mutantes. Então, minha opinião é restrita aos filmes como filmes, apenas. Sinceramente, nem me lembro muito bem deles, o que é sempre sinal, para mim, de que não tem muita coisa boa lá – pelo menos, na minha opinião. O X-Men 3 – Confronto Final (X-Men 3 – The Last Stand, 2006) eu nem assisti, porque nem dirigido pelo Singer era. O X-Men Origens: Wolverine eu não assisti por puro medo. A série Origens, essa sim, eu li com muito gosto e adorei, por isso preferi nem macular a fantasia do filme que poderia ter sido feito e não foi, pelo menos de acordo com 90% das críticas que foram feitas a seu respeito. Dito isso, vamos ao Primeira Classe. Eu adoro esse filme! Considero entretenimento de primeira linha! E, vejam só, não é preciso ser fã dos quadrinhos e conhecer a história a fundo para gostar dessas adaptações (vide a trilogia do Batman de Christopher Nolan). E é ele que eu escolho para a primeira posição, pois, além de gostar muito do filme, considero a atuação de Fassbender perfeita. Não consigo mais imaginar nenhum Magneto em início de carreira melhor que ele.

Fassbender como Magneto, em X-Men – Primeira Classe

2. TOM HARDY

3. Guerreiro (Warrior, 2011, Gavin O’Connor)

Guerreiro é um filme mediano, que não erra muito, mas também não acerta em cheio. A história de lutadores em geral (seja MMA, sejaboxe, seja o que for) ficou meio desgastada depois de tantos (bons) filmes, como O Vencedor (The Figther, 2010), O Lutador (The Wrestler, 2008) e Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004), e não sobrava muito espaço para outro que não fosse genial. No entanto, Hardy faz um trabalho digno de atenção, e apesar de não ser o protagonista, rouba a cena de Joel EdgertonNick Nolte recebeu uma indicação ao Oscar por esse filme, na categoria de Ator Coadjuvante, mas eu roubaria, com toda certeza, essa indicação para Hardy.

Hardy como Tommy Conlon e Edgerton como Brendan Conlon, em Guerreiro

2. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012, Christopher Nolan)

Meu primeiro e último post foi sobre a trilogia. Dê uma olhada!

Hardy encarna a escuridão e o mal de Bane com perfeição. Se a expectativa era um vilão que chegasse perto do Coringa de Heath Ledger, Hardy cumpriu o papel, criando olhar, voz e expressão corporal dignos do encerramento da trilogia. Ficou um gostinho de quero mais e a expectativa de ver como serão suas próximas empreitadas.

Hardy como Bane e Christian Bale como Batman, em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

1. Bronson (2008, Nicolas Winding Refn)

Refn demonstra, através de Bronson, que tem potencial, mas que ainda não chegou lá. O filme tem estilo: profusão de fusões bem empregadas, imagem extremamente granulada e incômoda, trilha sonora marcante. Mas parte de um ponto interessante para não chegar em ponto nenhum. Falta um refinamento que ele atingiu em Drive. Hardy, por outro lado, mostra que tem potencial e que já chegou lá. Sua personificação do real Bronson/Peterson é impressionante e perturbadora.

Hardy como Charles Bronson / Michael Peterson

1. RYAN GOSLING

3. Tudo pelo Poder (The Ides of March, 2011, George Clooney)

George Clooney já se provou bom diretor e roteirista, e nesse Tudo pelo Poder ele comprova seus talentos atrás das câmeras – em parte. O filme tem um potencial enorme, e conta com nomes com os oscarizados Philip Seymour Hoffman e Marisa Tomei e o oscarizável Paul Giamatti. Mas perde o fôlego lá pela metade como se todo o esforço já tivesse sido empregado na primeira parte. Uma pena. Gosling, no entanto, apresenta um trabalho primoroso e ofusca todas as estrelas do filme.

Gosling como Stephen Meyers, em Tudo pelo Poder

2. Drive (2011, Nicolas Winding Refn)

Drive é a obra-prima de Refn até o momento. Por enquanto sem previsão de estreia, Logan’s Run, refilmagem do longa de ficção de 1976, e que também tem Gosling como protagonista, pode mudar essa situação. Refn não é lá de sutilezas. Em seu currículo estão Bronson e Valhalla Rising (2009), filmes viscerais, aguçadores dos sentidos. Em Drive, não é diferente. A construção da tensão é feita pela não-fala, pelos poucos e calculados atos de extrema violência, pela excelente trilha sonora de Cliff Martinez (Sexo, Mentiras e VideotapeTraffic e Contágio), pela bela fotografia. E a atuação de Gosling é brilhante.

Gosling como “Driver”, em Drive

1. Namorados para Sempre (Blue Valentine, 2010, Derek Cianfrance)

Esse era um filme que eu não tinha ouvido falar e descobri por acaso, em pesquisas pelo IMDB. E que surpresa boa! O filme é sensacional, de uma delicadeza ímpar, com roteiro redondo, montagem exata, extremamente bem dirigido. E o que dizer de Michelle Williams e Ryan Gosling? Trabalhos tocantes, soberbos, perfeitos. Um deleite de filme.

Williams como Cindy e Gosling como Dean, em Namorados para Sempre

E para você, quem são os 3 atores do momento?

 

Veja aqui quem são as 3 atrizes mais promissoras de Hollywood!

2 Respostas para “Os 3 atores mais promissores de Hollywood

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