5 passeios e 5 comidas em Buenos Aires

Não sou nenhuma especialista em Buenos Aires, muito pelo contrário. Só visitei a cidade uma vez, e fiquei nela por uma semana. Mas sinto que consegui aproveitar muito a viagem, graças aos inúmeros guias de viagem que estudei (oferecimento da sogra super viajada) e às recomendações dos amigos argentinos que valem ouro.

Uma viagem de uma semana é o suficiente para fazer vários passeios, conhecer bons restaurantes e aproveitar sem correria. A cidade é linda e é muito fácil se locomover. Para trajetos mais longos, o metrô é super eficiente e barato (apesar de sujo e mal-conservado se comparado ao nosso). Não precisamos andar de ônibus, já que aproveitamos para caminhar bastante e, assim, conhecer melhor a cidade – que é plana e propícia para caminhadas.

Há muito o que fazer, e é bom fazer um roteiro para aproveitar melhor o tempo. Se você não conhece a cidade uma boa dica é fazer o city tour no primeiro dia, para ter uma ideia dos passeios que são prioridade, por exemplo. Os ônibus tem dois andares, sendo que o andar de cima é descoberto, assim é possível ter uma boa visão dos locais visitados e fotografar bastante. Há fones de ouvido em várias línguas para que se faça um tour com narração. Os ônibus saem a cada 20 minutos; o trajeto dura cerca de 3 horas e passa pelos principais pontos da cidade, fazendo paradas para que os passageiros possam descer caso queiram.

PASSEIOS

5. PUERTO MADERO

O que é: Resultado de uma enorme projeto de revitalização que se iniciou nos anos 1990; bairro nobre; centro financeiro e gastronômico.

Porque visitar: É bonito, ótimo para fotografar, comer e relaxar. Dá para visitar durante o dia, quando é gostoso caminhar e tomar um sorvete num dos banquinhos, ou à noite, quando é possível jantar num dos vários bons restaurantes ou tomar uma Quilmes (no calor) ou um vinho (no inverno).

4. JARDÍN JAPONÉS

O que é: Fundação Cultural Argentino-Japonesa; parque.

Porque visitar: É um parque super bem cuidado. Estive lá no verão, mas imagino que na primavera deva ser melhor ainda. O melhor é apreciar todas as espécies vegetais, fotografar e relaxar. É possível até fazer um gostoso piquenique.

3. TEATRO COLÓN

O que é: um dos teatros com melhor acústica do mundo

Porque visitar: Não tive a oportunidade de assistir a uma ópera ou balé no teatro. Fiz a visita guiada durante o dia, que, apesar de um pouco cara, vale muito a pena. O lugar é deslumbrante, e quase nos perdemos várias vezes por não conseguir acompanhar o grupo – ficávamos tirando mil fotos, encantados com o lugar.

2. CAMINITO

O que é: Uma rua e suas adjacências no bairro La Boca.

Porque visitar: É uma experiência e tanto. Não tem muito como descrever, mas posso dizer que é incrível ver apresentações de tango acontecendo na rua, por exemplo. E os cenários e assuntos para fotos são infinitos. Dá para ficar horas observando, procurando.

1. ESQUINA CARLOS GARDEL

O que é: Casa de tango tradicional.

Porque visitar: Meu namorado não fazia questão; para ele não era empolgante a ideia de assistir a um show de tango. Mas eu fazia questão, e mesmo com a entrada nada barata, depois de muito especular, decidimos por essa casa, dita uma das mais tradicionais da cidade. Amamos. Os dois. A força da música, da dança e do contexto teatral tornam essa experiência inesquecível. A comida, por sinal, não vale o que custa. Existe a possibilidade de assistir ao show e não jantar, e eu escolheria essa opção se fosse novamente.

COMIDAS

5. LA CHOLITA (Rodriguez Peña, 1164, Recoleta)

O que é: Pequeno e charmoso restaurante que atrai jovens. A apresentação é bonita e descontraída, e a comida, bastante gostosa.

Porque comer lá: Carne deverá ser a sua proteína de preferência nessa viagem, para aproveitar o que a cozinha argentina tem de melhor – a não ser que você seja vegetariano ou já esteja enjoado, o que aconteceu comigo nos último dias. Os preços de lá são bons e o clima é gostoso.

O que eu comi: Bife de chorizo – alto e no ponto – com batatas fritas e purê de abóbora – um pouco sem graça.

4. LAS CORTADERAS

O que é: Lugar acolhedor, cheio de charme e com excelente atendimento, para almoçar, jantar, tomar um drinque ou um café.

Porque conhecer: Fizemos uma parada rápida para aliviar as lombrigas no meio de um passeio por Palermo. Estranhamente, quase todos os lugares estavam fechados, mas me foi dito que durante a semana, em janeiro, isso é comum. Não queríamos almoçar, então um café caía bem. Foi uma boa surpresa.

O que eu comi: Um tipo de misto quente com um tipo de croissant (não era medialuna) e tomei um café om leite. Nada demais, mas a experiência foi extremamente prazerosa.

3. EL PALACIO DE LA PAPA FRITA

O que é: O restaurante tornou-se parada turística obrigatória. Os preços são bem camaradas e a comida, simples, porém muito bem feita. Sua especialidade são as carnes preparadas a moda argentina e as famosas “papas fritas”(batatas fritas).

Porque conhecer: Comida boa e barata – melhor carne que comi na viagem. O atendimento, no entanto, não é dos melhores.

O que eu comi: Assado de tira – suculento, saboroso, perfeito – e batatas suflê – até hoje tento imaginar como eles a preparam com tanta perfeição; elas ficam estufadinhas, macias por dentro e levemente crocantes por fora.

2. TANCAT

O que é: Restaurante e bar. Durante o dia, recebe executivos que buscam um almoço diferenciado; à noite, predominam os serviços de bar.

Porque conhecer: O cardápio, essencialmente espanhol, tem ótimas opções. Os preços são bastante bons.

O que eu comi: Gazpacho Andaluz de entrada – refrescante, com o tempero perfeito e acidez na medida – e risoto negro com vieiras e portobelo – dos deuses.

1. LA PAROLACCIA

O que é: Restaurante italiano com excelente custo benefício. O lugar ideal para um jantar a dois, ou em família.

Porque conhecer: A comida é extremamente bem feita e os preços são bons. O atendimento, mesmo em noites movimentadas, é ótimo.

O que eu comi: Estranho um restaurante italiano estar em primeiro lugar? Talvez. Mas na nossa última noite em Baires queria algo que não fosse carne, e essa foi a escolha ideal. Escolhi um nhoque de abóbora com molho quatro queijos – que desmanchava na boca – e de sobremesa, um tiramissu – que não estava lá algo excepcional.

E você, conhece Baires? Que lugares nos recomenda?

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