Iron Maiden – um amor antigo

Iron Maiden foi a primeira banda que despertou em mim admiração incontestável, paixão cega, idolatria absoluta. E, até hoje – cerca de 15 anos após meu primeiro contato com sua música -, nunca tive um amor (por banda/música) igual.

A formação atual – desde 1999 – Adrian Smith, Nicko McBrain, Bruce Dickinson, Steve Harris, Janick Gers e Dave Murray

Faz muito anos que não tenho o costume de ouvir, ir a shows, ler sobre metal. Mas basta ouvir Iron no rádio ou em forma de cover no som do carro do namorado metaleiro – Machine Head gravou em 2008 uma boa versão de Hallowed Be Thy Name – que sinto as letras saindo de minha boca de forma quase inconsciente. Vem sem querer também um leve bate-cabeça, uma nostalgia gostosa e um arrependimento por não ter aproveitado o show Somewhere Back in Time, em 2008, por preguiça – ou síndrome de velhice.

Aliás, acho que uma vez metaleiro, sempre metaleiro. Aquele fanatismo da adolescência deixa lembranças fortes de momentos marcantes e a música fica cravada nos nossos cérebros para o resto da vida.

A minha vontade de falar aqui sobre a banda – e de voltar a ouvir os seus álbuns – veio do documentário Iron Maiden: Fight 666 (2009), que assisti a poucos dias. O filme é bastante bom, principalmente para fãs da banda, obviamente. Ouvir às entrevistas e assistir aos bastidores me deu outra perspectiva dos integrantes da banda e aumentou meu respeito por eles e pelos fãs que continuam a surgir, a despeito da crença de muitos de que a banda está ultrapassada e o heavy metal tradicional, morto.

Acompanhamos, através do documentário, a primeira parte da turnê Somewhere Back in Time, entre fevereiro e março de 2008. O repertório dos shows era composto principalmente de músicas dos anos 80, e a intenção era atingir um público novo que não havia tido ainda a oportunidade de ouvir ao vivo os grandes sucessos dessa época – ou que nunca tinham tido a chance de ver a banda ao vivo, caso de muitas cidades visitadas na turnê. O avião utilizado para a turnê exclusivamente pela banda, equipe e equipamento, foi pilotada algumas vezes por Bruce, e recebeu o nome de Ed Force One.

O show fez tanto sucesso que uma segunda parte da turnê se fez entre maio de 2008 e abril de 2009, passando por Estados Unidos, Canadá, Europa, Índia, Nova Zelândia, México, Costa Rica, Venezuela, Colômbia, Equador, Brasil, Chile, Peru e Argentina.

E por causa dessa nostalgia toda, seguem algumas listas. Tenho certeza que todo fã de Iron tem as suas. Deixem-as nos comentários!

TOP 5 ÁLBUNS

5. PIECE OF MIND

Piece of Mind é o quarto álbum da banda, e o primeiro com Nicko McBrain na bateria, substituindo Clive Burr. Traz o hit The Trooper.

4. SEVENTH SON OF A SEVENTH SON

Seventh Son of a Seventh Son é um álbum conceitual e experimental. É a primeira vez que são usados teclados. Traz os hits Can I Play with Madness e The Evil that Men Do.

3. IRON MAIDEN

O álbum de estreia da banda é considerado por muitos o melhor. De fato, há excelentes músicas no disco, mas, para mim, a voz de Bruce Dickinson se encaixa perfeitamente no som do Iron – isso, sem falar de suas qualidades inegáveis como frontman. Contem o hit Running Free e a clássica Iron Maiden.

2. THE NUMBER OF THE BEAST

The Number of The Beast é o primeiro álbum com Bruce no vocal. Sua temática mais “demoníaca” criou polêmica na época e instaurou um estilo mais concreto para a banda. São deles os hits Run to The Hills, The Number of The Beast e a excelente Hallowed Be Thy Name.

1. POWERSLAVE

Powerslave é o quinto álbum da banda e, na minha opinião, sua obra-prima. Traz os grandes hits Aces High e Two Minutes to Midnight, e algumas das minha músicas favoritas, como Losfer Words (‘Big Orra), Powerslave e Rime of The Anciente Mariner.

TOP 5 CLÁSSICAS (QUE CANTAMOS PULANDO NO SHOW)

5. FEAR OF THE DARK

Existe um ser humano que nunca tenha ouvido – ou pelo menos ouvido falar – dessa música? Acho que não. Existe um mortal que tenha assistido a essa música ao vivo e não tenha tido vontade de balançar um isqueiro ou gritar “ôôô” no coro? Provavelmente não. Fear of The Dark pode não ser a música favorita dos fãs de Iron – ou o álbum preferido -, mas sua importância é inegável.

4. CAN I PLAY WITH MADNESS

Pode parecer estranho para alguns, mas é uma das músicas que mais me marcou no meu início de relacionamento com o Iron. Antes de conseguir comprar todos os álbuns (na verdade o último que eu adquiri é o Brave New World), ouvi por muito tempo a coletânea Best of The Beast – sem os MP3 não era muito fá$il conhecer todos os discos de uma banda em menos de uma semana – por isso, são as músicas cujas letras tenho decoradas até hoje, e das quais reconheço facilmente solos de guitarra, viradas de bateria e coisas do tipo.

3. WASTED YEARS

Somewhere in Time é considerado o disco mais fraco por muitos. Sinceramente, na época, como fanática, qualquer álbum do Iron era um álbum do Iron, e eu sempre achava qualidades em qualquer coisa que eles fizessem. Como nasci depois da banda, conheci tudo mais ou menos na mesma época e acho complicado julgar uma obra que já está estabelecida. Além disso, Wasted Years é uma grande música, para mim.

2. TWO MINUTES TO MIDNIGHT

Esse é o tipo de música que levanta até o ser mais exausto num show. E basta.

1. HALLOWED BE THY NAME

Favorita absoluta, desde tempos antigos, impossível desbancá-la.

TOP 3 MÚSICAS DE BIS

3. RUNNING FREE

Nem é um música que eu curto tanto assim, mas é um clássico de bis do Iron.

2. RUN TO THE HILLS

Essa, por outro lado, eu adoro, e foi difícil escolher se ficaria em segundo ou primeiro lugar.

1. IRON MAIDEN

Clássica, mas, mais que isso, emblemática e perfeita para fechar um show.

TOP 2 MOMENTOS MEMORÁVEIS

2. O RETORNO DE BRUCE DICKINSON E ADRIAN SMITH EM 1999

Fã de Iron desde 97, meu sonho era poder assistir à banda em sua consagrada formação. Com Adrian fora desde 90 e Bruce, desde 93, esse parecia um sonho impossível. Para minha surpresa – e de toda a nação metaleira – eles retornaram, com uma formação inédita – 3 guitarristas – e fôlego para o início de uma nova fase. Eu estava lá na fila da Saraiva no dia do lançamento do Brave New World e, com a notícia de uma passagem pelo Brasil durante a turnê, meus sonhos estavam se realizando.

1. SHOW DO ROCK IN RIO 2001

Menor de idade, numa cidade desconhecida, acompanhada apenas de dois amigos metaleiros sem muito juízo e muita preocupação de mãe nas costas, fui eu me aventurar no que seria o maior e melhor show da vida.

Depois de muito sol na camiseta preta, pouca comida, banheiro químico, expectativa, emoção, ansiedade, baixa de pressão, visita ao ambulatório, Pavilhão 9 de leve para não esgotar as energias, um baixista pelado, primeiro show do Sepultura da vida, muita poeira levantada do chão de terra batida, multidão infinita de gente e descanso no show do Rob Halford porque ninguém é de ferro, o momento chegou. É indescritível a sensação de estar presente num show emblemático como esse. A única coisa que saía de mim eram lágrimas e algumas palavras balbuciadas numa tentativa de cantar.

E, quem é fã sabe, não digo isso porque relevo deficiências: Bruce tem mais energia que muito menininho de 20 anos por aí. Se não bastasse  reproduzir o canto de estúdio de forma quase idêntica, Bruce não para um minuto. Ele corre, levanta o grito da plateia, fala mal de Britney Spears e puxa coro como ninguém. Os outros membros da banda, por sinal, não deixam nada a desejar no quesito showman.

O setlist está longe de ser perfeito, mas para quem acreditava que nunca veria essa formação ao vivo, estava de bom tamanho!

Voltei para casa (em São Paulo), no mesmo dia. Suja, cansada, feliz e com memórias que guardarei para sempre.

UP THE IRONS!

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6 Respostas para “Iron Maiden – um amor antigo

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