21 filmes para assistir antes do fim do mundo – Parte 1

Captura de Tela 2012-12-13 às 18.45.09

Não é preciso crer no fim do mundo para assistir a filmes bons, certo? Então, atendendo a pedidos que sempre recebo de amigos, listo aqui 21 filmes imperdíveis. Como critérios, procurei 1. não citar nenhum filme que já apareceu em alguma lista do blog, ou que pretendo incluir em listas futuras, 2. escolher filmes pouco óbvios e que obrigatoriamente entrariam na lista de qualquer cinéfilo que se preze, 3. não citar dois ou mais filmes de um mesmo diretor, 4. escolher filmes das últimas duas décadas, 5. não citar filmes que tenha visto muito recentemente, levando em consideração que a importância que um filme tem na sua vida pode ser medida pelo tempo que ele perdura em sua memória. Entendam que esses não são os meus filmes favoritos de todos os tempos, mesmo que alguns deles se encaixem nessa categoria. Preferi ordená-los por ordem de gênero, para que a consulta fique mais fácil, e não me atrevi a numerá-los por tratar-se de filmes muito distintos entre si.

UM GRANDE GAROTO (ABOUT A BOY, 2002)

Nicholas Hoult como Marcus, o tal do grande garoto

Nicholas Hoult como Marcus

Will Freeman (Hugh Grant) é um solteiro convicto de meia-idade, que vive em Londres,  às custas dos direitos autorais de uma música natalina composta por seu falecido pai. Para conhecer mulheres, Will utiliza-se de métodos pouco convencionais, como participar de reuniões de pais solteiros anônimos. É através dessas reuniões que conhece Marcus (Nicholas Hoult), o filho da mãe solteira Fiona (Toni Collette). Marcus é um garoto de boas intenções, mas um tanto desajustado. A mãe depressiva e o bullying que sofre no colégio o levam a procurar a improvável amizade de Will.

Um Grande Garoto é baseado no romance homônimo de Nick Nornby, e dirigido pelos irmãos Paul Weitz e Chris Weitz. O humor inglês mais discreto, os personagens inusitados e a história onde aparentemente nada muito significativo acontece são os elementos que aprecio no filme. Com uma direção competente e uma excelente trilha sonora, composta por Badly Drawn Boy – que eu conheci através do filme e do qual virei fã -, e sem muita firula, o filme se desenvolve de forma leve e atraente, e não se esquece da transformação que os personagens devem sofrer por consequência das novas relações estabelecidas.

A HORA DE VOLTAR (GARDEN STATE, 2004)

Zach Braff como Andrew, numa das cenas mais hilárias do filme

Zach Braff como Andrew

Andrew (Zach Braff) vive em Los Angeles, e deve retornar para sua cidade natal, em New Jersey, para o funeral de sua mãe. Em sua volta, reencontra o pai, com quem tem uma relação fria e distante, e os amigos de colégio, que aparentemente não cresceram  e vivem, a seu ver, mediocremente. Além dos reencontros, Andrew conhece uma garota peculiar, Sam (Natalie Portman), por quem sente imediata empatia, e que vai acompanhá-lo em seu processo de redescobrimento.

A Hora de Voltar foi roteirizado e dirigido pelo também protagonista Zach Braff. Seu título original, Garden State, não só faz alusão ao estado de New Jersey, como ao estado mental do próprio Andrew. Sob os cuidados médicos do pai psqiquiatra, Andrew tomou, quase a vida inteira, um série de antidepressivos e reguladores de humor, que foram introduzidos à sua rotina após um acidente que levou sua mãe à paraplegia, e pelo qual seu pai o responsabiliza. Tendo vivido até esse momento em uma espécie de estado vegetativo, a transformação de Andrew não se dá pela volta em si, mas pelas coisas novas que essa volta traz a sua vida. Nesse processo, momentos mais sérios e revelações dramáticas são tratadas de maneira relativamente branda, o que não diminui o seu impacto. À eles, somam-se as situações cômicas e o romance despretensioso que aflora entre os esquisitos Andrew e Sam. A trilha sonora, compilada também por Zach, ganhou o Grammy e é inteira excelente – destaco Don’t Panic, do Coldplay, In The Waiting Line, do Zero 7, Such Great Heights, do Iron & Wine, e Let Go, do Frou Frou.

EU, VOCÊ E TODOS NÓS (ME YOU AND EVERYONE WE KNOW, 2005)

John Hawkes como Richard e Miranda July como Christine

John Hawkes como Richard e Miranda July como Christine

Richard (John Hawkes) separou-se recentemente da esposa e tem dois filhos: Peter (Miles Thompson), 14 anos, e Robby (Brandon Ratcliff), 6. Ele trabalha como vendedor de sapatos, e lá conhece Christine (Miranda July), taxista e videomaker amadora. Os dois iniciam um tímido romance, enquanto Peter e Robby buscam, a suas maneiras, construir os próprio relacionamentos.

Através de subplots, o filme retrata, de forma sensível, o medo da solidão e soluções para evitá-la. Enquanto Richard procura o conforto pós-separação de forma discreta, Christine expressa-se através de seus vídeos poéticos. Peter, por sua vez, encontra lugar ao lado de uma esperançosa e igualmente solitária vizinha, enquanto Robby aventura-se ingenuamente por chats online. Mais visual que narrativo, o filme, roteirizado e dirigido pela, além de cineasta, artista e escritora Miranda July, é tocante e universal, às vezes de forma deliciosamente esquisita.

FELICIDADE (HAPPINESS, 1998)

happiness

Acompanhamos, em Felicidade, acontecimentos na vida de três irmãs, suas famílias e as pessoas que as rodeiam. Trish (Cynthia Stevenson), a mais velha, é uma dona-de-casa casada com o psiquiatra Bill (Dylan Baker) e tem três filhos. O casamento aparentemente feliz é abalado com a descoberta da pedofilia de Bill. Helen (Lara Flynn Boyle), a irmã do meio, é uma escritora bem-sucedida que, apesar de sua carreira, sente-se solitária. Seu vizinho Allen (Phillip Seymour Hoffman) nutre uma obsessão por ela, e pratica ligações telefônicas pervertidas, a fim de incentivar um relacionamento amoroso com Helen. Joy (Jane Adams), a irmã caçula, trabalha com telemarketing, mas deseja ser musicista. Seus relacionamentos amorosos nunca duram, e apesar de seu otimismo, aparentemente nenhuma de suas escolhas leva a bons resultados.

Todd Solondz, o diretor e roteirista do filme, é conhecido por abordar temas polêmicos, distúrbios de personalidade e relações patológicas. São dele também Bem-vinda à Casa de Bonecas (Welcome to the Dollhouse, 1995) e Histórias Proibidas (Storytelling, 2001), ambos igualmente perturbadores. Ao contrário do que acontece na maior parte dos filmes com diversos núcleos, em Felicidade, todos os diversos subplots são bem desenvolvidos, e há equilíbrio entre as histórias, tornando-as igualmente interessantes. Se os temas abordados e acontecimentos são provocativos e incomodam, a forma como o filme desenvolve-se torna a experiência um tanto quanto agradável, fazendo um paralelo à dualidade que o título faz com o filme em si.

BOOGIE NIGHTS – PRAZER SEM LIMITES (BOOGIE NIGHTS, 1997)

Heather Graham como Rollergirl e Mark Wahlberg como Eddie/Dirk Diggler

Heather Graham como Rollergirl e Mark Wahlberg como Eddie/Dirk Diggler

Em 1977, Eddie (Mark Wahlberg) é um colegial que trabalha como lavador de pratos numa casa noturna. Descoberto pelo diretor de filmes pornô Jack Horner (Burt Reynolds), Eddie transforma-se em Dirk Diggler, um ator pornô de sucesso. Com a decadência da indústria nos anos 80, Dirk inicia sua queda, e seu vício em drogas prejudica tanto sua performance quanto suas relações.

Antes da obra-prima Magnólia (Magnolia, 1999) e do excelente Embriagado de Amor (Punch-Drunk Love, 2002), Paul Thomas Anderson roteirizou e dirigiu esse filme de época, com brilhante caracterização visual e um trabalho de direção de atores primoroso, que, se não compartilha da mesma universalidade temática que seus filmes posteriores, apresenta uma abordagem corajosa e pungente sobre um tema até então pouco explorado pelo grande cinema. Servido de um vasto e reconhecido elenco, P. T. Anderson mostra, principalmente, um talento semelhante a de Robert Altman: dirigir múltiplos grandes atores de forma a extrair de cada um o seu melhor, e criando, com eles, personagens profundos e interessantes.

ADAPTAÇÃO (ADAPTATION, 2002)

Nicolas Cage como os irmãos gêmeos Donald e Charlie Kaufman

Nicolas Cage como os irmãos gêmeos Donald e Charlie Kaufman

Nesse filme semi auto-biográfico, Charlie Kaufman (Nicolas Cage) é um roteirista que luta contra o bloqueio que o impede de adaptar para o cinema o romance O Ladrão de Orquídeas, de Susan Orlean (Meryl Streep). Deprimido, Charlie é ainda surpreendido pela chegada do irmão gêmeo, Donald, que passa a viver com ele e alimenta uma vontade de tornar-se também um roteirista. Para o desgosto de Charlie, Donald desenvolve um roteiro e consegue vendê-lo por uma quantia significativa.

Spike Jonze, o diretor, já havia trabalhado antes com Kaufman no ótimo Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich, 1999), mas Adaptação é um filme tão bom quanto, e bem menos lembrado. Independente da divertida brincadeira metalinguística, o filme é bem-sucedido por conta do excelente elenco, encabeçado por um Nicolas Cage inspirado, e do equilibrado roteiro, que vai de drama à suspense, com toques cômicos sempre mais tristes que engraçados – como acontece em Quero Ser John Malkovich.

GAROTOS INCRÍVEIS (WONDER BOYS, 2000)

Michael Douglas como o professor Grady

Michael Douglas como o professor Grady

Grady (Michael Douglas) é escritor e professor universitário. O terceiro casamento de Grady está no fim quando ele descobre que sua amante Sara (Frances McDormand), esposa do diretor do departamento de inglês e reitora da universidade onde leciona, está grávida. Enquanto isso, Grady aluga um dos quartos de sua casa para uma aluna que alimenta uma paixão secreta por ele, Hannah (Katie Holmes), e cuida de outro aluno, o instável James (Tobey Maguire). Por fim, Grady está tendo dificuldade em terminar seu segundo romance, que já beira as duas mil páginas, e surpreende-se com a chegada de seu editor à cidade, Terry (Robert Downey Jr.).

Garotos Incríveis, dirigido por Curtis Hanson, foi injustamente um fracasso de bilheteria. Com um apelativo elenco e uma trama intrigante e bem desenvolvida, esperava-se um público muito mais significativo. É certo que escritores em crise, casos amorosos com chefes, alunas apaixonadas por seus professores e adolescentes suicidas não representam necessariamente nada de novo. No entanto, a forma como esses clichês são abordados no filme funcionam, principalmente porque eles servem apenas como premissas para acontecimentos inusitados e hilários. Michael Douglas está memorável – arrisco dizer que essa seja a grande performance de sua vida – e Tobey Maguire e Katie Holmes surpreendem com atuações muito mais consistentes do que normalmente costumam entregar.

O LUTADOR (THE WRESTLER, 2008)

Mickey Rourke como o lutador Randy "The Ram"

Mickey Rourke como o lutador Randy “The Ram”

Robin (Mickey Rourke), mais conhecido como Randy “The Ram”, seu nome de ringue, é um lutador profissional em decadência, que fez sucesso nos anos 1980 e agora, por conta de problemas de saúde decorrentes das lutas e dos esteróides dos quais sempre abusou, precisa se aposentar. Cassidy (Marisa Tomei), stripper e amiga de Randy, será o seu apoio nesse momento transitório, e o convencerá a se reaproximar da filha que abandonou, Stephanie (Evan Rachel Wood).

Darren Aronofsky é, na minha opinião, um dos diretores mais infames da atualidade. Com seus joguinhos estéticos ele mascara a falta de conteúdo e humanidade de seus filmes que, geralmente, causam repúdio e falham em emocionar genuinamente os espectadores. O Lutador é a exceção. Com um roteiro simples e coeso, o filme ao contrário dos misóginos Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream, 2000) e Cisne Negro (Black Swan, 2010), emociona pelas melhores razões. Randy, assim como o ator que o interpreta, após conhecer o sucesso, enfrenta o iminente anonimato, e precisa reencontrar-se com si mesmo a fim de recuperar o sentido da vida. Mickey Rourke está estonteante, assim como as sempre competentes Marisa Tomei e Evan Rachel Wood.

E SUA MÃE TAMBÉM (Y TU MAMÁ TAMBIÉN, 2001)

Gael García Bernal como Julio, Ana López Mercado como Ana e Diego Luna como Tenoch

Diego Luna como Tenoch, Maribel Verdú como Luisa e Gael García Bernal como Julio

Os jovens Tenhoch (Diego Luna) e Julio (Gael García Bernal) são melhores amigos, e após a partida de suas namoradas para uma viagem à Itália, decidem aventurar-se numa road trip, na companhia de Luisa (Maribel Verdú), a esposa do primo de Tenoch, que acabaram de conhecer. De início descompromissada, a viagem toma rumos mais sérios quando os três envolvem-se sexualmente e revelações são feitas.

Esse é o primeiro e único longa-metragem mexicano de Alfonso Cuarón, que também roteirizou o filme em questão. Ao escolher utilizar um narrador onipresente que revela ao espectador detalhes dos personagens e de acontecimentos prévios ao filme, Cuarón torna-o dinâmico e interessante, e não redundante – caso da maioria dos filmes narrados – ou previsível – risco que correria caso a narração fosse substituída por flashbacks. Essas “notas de rodapé”, aliás, não substituem um bom trabalho de desenvolvimento dos personagens, mas o complementa. Por fim, as cenas de sexo do filme são cruas, e ainda assim, belas.

UM FILME FALADO (2003)

John Malkovich como Comandante John Walesa, Catherine Deneuve como Delfina, Stefania Sandrelli como Francesca, e Irene Papas, como Helena

Rosa Maria (Leonor Silveira), uma professora de história, viaja com a filha Maria Joana (Filipa de Almeida) num cruzeiro que parte de Portugal, sua terra natal, com Mumbai, na Índia, como destino, para encontrar seu marido, um piloto de avião. Cada cidade visitada é descrita do ponto de vista histórico e cultural, de mãe para filha, e em cada cidade, também embarcam importantes figuras: em Marselha, Delfina (Catherine Deneuve), uma importante empresária, em Nápoles, Francesca (Stefania Sandrelli), uma famosa atriz e em Atenas, Helena (Irene Papas), uma conhecida cantora.

Um Filme Falado, assim como toda a obra do genial Manoel de Oliveira, desenvolve-se de forma misteriosa, mascarando suas verdadeiras intenções que somente serão percebidas por um público mais atento e paciente. Se para mim as descrições de Rosa Maria apresentam-se de forma interessante e divertida, principalmente por conta das perguntas infantis – mas pertinentes e inesperadas – de sua filha, entendo que para um muitos assemelhem-se a narrações de documentários de canais pagos. Mais tarde, no entanto, entendemos que o filme todo pretende ser um panorama geral da história da civilização ocidental, da bagagem cultural de cada povo, da decadência cultural em detrimento da tecnologia e das guerras passadas e iminentes. O diálogo do jantar, travado entre o Comandante John (John Malkovich), a francesa, a italiana e a grega, em que cada um dos quatro representa pirâmides culturais da civilização ocidental – e fala sua própria língua -, é especialmente intrigante e emblemático. Uma obra-prima.

TREM DA VIDA (TRAIN DE VIE, 1998)

train-de-vie

O filme se passa em uma vila judaica no leste europeu. O ano é 1941. Shlomo (Lionel Abelanski), considerado o lunático da vila, chega um dia ao rabino para relatar-lhe os horrores praticados pelos nazistas numa cidade vizinha. Alarmado, o povo elabora um plano: eles utilizarão um trem para fugir para a Palestina, e para despistar os nazistas, encenarão o transporte de judeus por falsos nazistas, que serão interpretados por um parte do próprio grupo.

Tragicômico, o filme pode ser analisado sob dois pontos de vista: o cômico, representado pelas situações às quais o povo submete-se para que a encenação triunfe, onde produção de figurinos e treinamentos para discurso em alemão, bem como divisão de tarefas e responsabilidades devem ser milimetricamente calculados, vista a gravidade das consequências em caso de fracasso e o curto prazo disponível; e o trágico, representado tanto pela real ameaça nazista quanto pelas mudanças de comportamento dos  escolhidos para interpretarem os falsos nazistas, que num dado momento passam a se comportarem de forma abusiva e ameaçadora. O filme é extremamente bem-sucedido em ambos os momentos. Somam-se a esses, ainda, situações de suspense, bem conduzidas e emocionantes. Da infinidade de filmes sobre o holocausto já produzidos, esse é certamente um dos meus favoritos.

Vejam a segunda parte aqui!

4 Respostas para “21 filmes para assistir antes do fim do mundo – Parte 1

  1. Dessa parte da lista, só não assisti a EU, VOCÊ E TODOS NÓS (ME YOU AND EVERYONE WE KNOW, 2005). Quanto aos outros filmes… Quanto filme bom, hein? Só a lembrança do filme ‘Felicidade’ já me deixa sem fôlego. Filmaço!
    …E a cena do jantar falado em várias línguas de ‘Um Filme Falado’ me deixou de boca aberta! Lembro da minha sensação de ‘embasbacamento’ enquanto a cena se desenrolava… Genial!!! —— Agora, pensando especificamente na temática “…para assistir antes do fim do mundo”, acho que não entraria em uma lista feita por mim o filme: BOOGIE NIGHTS – PRAZER SEM LIMITES (BOOGIE NIGHTS, 1997). A temática ‘Fim do Mundo’ me lembra o existencialismo… hauahuhaua

  2. Foi bem difícil escolher esses filmes, mas é claro que muitos acabam ficando de fora, então não pensei muito, fui colocando conforme foram surgindo na mente, e gostei do resultado! Depois que assistir Eu, Você e Todos Nós, me diga o que achou! =)

  3. Oi! Acabei de ver ‘Eu, você e todos nós’… E a sensação que tive foi de estar assistindo a um filme do Todd Solondz (que deve ser uma referência para a Miranda July, com certeza!!!). É como se o Todd estivesse fazendo um filme sob uma perspectiva otimista/positiva do mundo e das pessoas (Duvido que ele faça algo assim algum dia!). No entanto, falta algo que não consegui identificar… O filme é coeso, tem concretude e tal, mas algo não funciona. É como se ela tivesse pego todas as boas idéias que teve na vida inteira para fazer um filme perfeito, e ele acabou ficando plástico. O filme tem cenas isoladas perfeitas, mas como um todo… Não funcionou pra mim. Mas, enfim… Amei aquela cena em que Richard e Christine estão andando e se separam na Tyrone Av. O texto é LINDO!!! XD

    • Concordo em parte com sua opinião sobre “Eu, Você e Todos Nós”. Para mim mim é um filme extremamente sensível, mas enxergo essa característica “plástica” também. Faz muito tempo que vi, e nunca revi. Farei isso e te digo o que achei!

      [Amo, particularmente, a parte do vídeo dos sapatos You e Me, que você postou no Instagram. É lindo!]

Se você gostou ou não, concordou ou não e se tem uma lista que gostaria de compartilhar, deixe seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s